segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Absoluto

A minha fé no teu Deus vai junto com o meu papel higiênico usado para a lixeira.
A tua voz que costumava me acertar em cheio agora só me serve como espelho que me mostra o que não devo ser. Não ouço mais ela e sinto enorme prazer ao te matar de várias maneiras, mesmo que seja só imaginação. Fico feliz de longe na compania das minhas latinhas de ceveja, minhas pílulas e meus fantasmas.
Minha vida decadente que não vale a porra da sua aceitação acadêmico-científica.
Mas de que adianta toda sua convicção? Me diz você.
Escolha uma vida, escolha um carro e assista Trainspotting.
Olhe no que há de mais podre dentro de você e se encare. Legal né?
Agora pense sobre o que você encontrou e veja; eu também sou isso, mas no meu caso eu não finjo ser outra coisa.

2 comentários:

Eunice Boreal disse...

escarrando genealogias

Deftones disse...

Não adianta. Estamos condenados à liberdade, já disse um francês. Nem por meio das palavras podemos fugir desses tormentos.